Criar uma empresa é como buscar bom sexo.



Com 27 anos já criei duas empresas mas não sou empresário. Conclusão nenhuma delas atingiu os resultados esperados e falhei.

Criar uma empresa é como buscar bom sexo, conquistar uma mulher ou pedi-la em casamento. E eu falhei nessa missão. Mas quem falha, uma e duas vezes está mais próximo de atingir o sucesso.

Porquê comparar uma empresa a ter bom sexo ou conquistar uma namorada? A razão é simples, criar uma empresa é realmente como fazer bom sexo, começar a namorar ou pedir uma mulher em casamento. Além disso se falar disto desta forma vai atrair muito mais visualizações do que se não a estabelecesse este paralelismo.

1. Bom sexo implica encontrar as pessoas certas para o fazer.
Se não te esforças para encontrar a tua parceira ideal é provável que não atinjas bom sexo. Esquece, não vais conseguir fazer bom sexo se o fizeres sozinho. Sexo sozinho não é bom. Criar uma empresa é semelhante. Se pensas em criar uma empresa sozinho, gerir e criar valor sozinho estás condenado. Não és um super-herói e não conseguirás multiplicar-te em competências ou meios para controlar tudo e todos.
Bom sexo exige amor. Porque sentes muito mais se sentires amor pelo outro. Por isso, só conseguirás montar uma empresa de sucesso e que perdure no tempo, se encontrares pessoas que entrem nisto contigo com a mesma determinação, paixão e amor. Essas pessoas devem partilhar a tua visão, estratégia e personalidade. Só assim terás um ambiente de trabalho saudável, solidário e com motivação para atingires os objetivos da empresa sem limites.

2. Nunca convides a tua namorada para ser tua sócia (esta teoria também serve para uma amiga especial).
Se queres montar uma empresa e a primeira pessoa que pensas convidar para a tua equipa ou ser teu sócio é a tua namorada ou amiga especial. É porque não fizeste o trabalho de casa. E podes estar a cometer o maior erro da tua vida. A tua namorada pode ser a melhor pessoa para ires para a cama, sair à noite ou passar bons momentos juntos, mas pode não ser a melhor pessoa para partilhares decisões ou trabalhar num escritório. Ter uma relação de confiança com os teus sócios é bom, se possível uma amizade ou uma ligação cúmplice. Mas procura para teu sócio alguém que já trabalhaste antes, com quem ultrapassaste obstáculos e problemas juntos e que te identifiques em todos ou praticamente todos os aspectos do trabalho.

3. De que te vale teres um fetiche se não o colocas em prática? 1% ideia 100% Execução
Tens uma ideia brilhante? És imaginativo e Criativo. Ótimo. Mas isso não te vale de nada se tuas ideias não saírem da cabeça ou do papel. Ter boas ideias é fácil. Mas isso não quer dizer que essas ideias se tornem reais. Podes ter a ideia estupenda de passar a tua noite de núpcias na lua. E depois? Se para o concretizares necessitares de ganhar o euro milhões. Será que conseguirás?  A logica é: a tua ideia corresponde a 1%, o primeiro passo, mas falta-te os 100% de execução. Que neste caso é comprares o bilhete para a Lua. Nos negócios é igual. De pessoas criativas sem saberem operacionalizar ideias está o mundo cheio. Por isso foca-te em avançar, gerar e concretizar ideias.

4.O segredo já não é alma do negócio.
Gostas de uma miúda durante anos e nunca te decidis-te a tentar conquistá-la? Guardas esse segredo porque tens medo que ela descubra ou os teus amigos te a roubem? Esquece não cries a tua própria empresa. Vou te explicar porquê.  Ter uma ideia de negócio significa que, no mundo haverá uns milhares de pessoas que já pensou nessa ideia, a está a executar ou pensa executar no futuro. Tens portanto duas opções. Ou te apressas a desenvolver a ideia ou vais acabar por perder o comboio. Por outro lado, o que te adianta ter um segredo? Pode acontecer que tens ideia brilhante de criar uma batata xpto, gastas milhares de euros e recursos para criar o protótipo e quando o lanças no mercado percebes que ninguém está interessado na tua batata e nem uma pessoa gosta do sabor. Inverte a lógica, testa a tua ideia, partilha a tua ideia e tenta defende-la de criticas de pessoas relevantes nesse segmento, percebe se as pessoas gostam da tua ideia, procura quem te ajude e depois sim parte em frente.

5. Foca-te. Fixa um alvo.
Queres conquistar a mulher da tua vida e andas no bate couro às amigas?Já foste. Nas empresas também é assim. Não queiras construir ou mudar o mundo. Foca-te. Teres um produto que atinja todos os mercados ou targets é humanamente  impossível para quem quer criar um negócio. Deixa isso para os grupos economicos que se podem dispersar porque têm uma estrutura de meios e recursos que lhes permite jogar em várias frentes.
Define um conceito, delineia uma estratégia, descreve os teus clientes, define prioridades e foca-te na tração de mercado dos targets de clientes mais relevantes. Por fim não tentes imitar a concorrência, foca-te em ser melhor e em seguir a tua estratégia com coerência.

6. Queres casar? Tens duas formas de saber, se ela aceita e se vais levar uma tampa.
A primeira consiste em perceber aos poucos se a  tua namorada quer casar contigo. Podes convidá-la primeiro para um jantar romântico, depois um fim de semana num sítio paradísico e vais introduzindo o assunto do casamento. É a forma de saberes sem acarretar menos frustração ou recursos se a resposta for negativa. A segunda consiste em lançares-te de cabeça e ofereces-lhe um Porshepara que ela aceite casar contigo.
Nos negócios é igual. Tens duas abordagens para perceber e testar se um negócio vai resultar ou não.  Ou segues o Eric Ries em “The Lean Startup” , em que desenvolves um produto rápido, projetado para validar suposições de mercado e usa o feedback dos clientes para envolvê-los  e chegar a um produto mais perto das suas necessidades e sucesso. Como não vais chegar a todos os clientes concentras a energia num target específico e depois é testar, melhorar, testar, avançar e replicar processos. A outra abordagem, da qual não sou adepto, uma vez que não gosto de disperdiçar recursos consiste em aplicar dinheiro e recursos num produto mais robusto e só depois o lançar. Correndo o risco de não sobreviver no mercado por não se adaptar às necessidades.


Não percas os próximos episódios.

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