Estive à
duas semanas na terra dos bifes, mais precisamente em Londres.
Escusado
será dizer que levei a mala cheia de casacos, as ameaças de vento e chuva eram
muitas. Visitar o centro financeiro do mundo não é de todo o que me agradaria
visitar enquanto cidade. O FMI, a Troika, Bancos e a Bolsa já me recordam o
suficiente do lado mais capitalista e material do mundo.
Apanho o
avião, que tinham sido 46 euros e lá vou eu. Antes disso, penso...com isto
das Low Cost, somos todos vizinhos. O mundo é mesmo uma aldeia
global.
Entretanto
aterro, senti logo uma diferença brutal. Os bifes, não sei se é para se
manterem conservados, têm sempre o frigorifico ligado.
Os primeiros
dias, parecia o Carlos Lopes, merecia uma medalha de atletismo. Afinal de
contas, andei milhas para percorrer as ruas de uma das mais esbeltas da
europa.
Antes disso
já tinha sido "assaltado" na bilheteira do metro, ao pagar 40 Libras
por um cartão que me possibilitava viajar em várias zonas de Londres, apanhando
comboio, metro ou autocarros.
Agora
expliquem-me. Os Ingleses julgam-se a última bolacha do pacote não julgam? São
o único país do mundo em que a condução é à esquerda. Para eles não há milhas
há quilómetros, que é mais de um quilómetro e meio. Depois são o único país do
mundo com os autocarros vermelhos.
Mas pronto
fiquei maravilhado. A rede de transportes é tão intuitiva que qualquer um,
mesmo com um QI de pedra, atinge facilmente. Óptimo para quem tem um sentido de
orientação medonho como o meu.
Por momentos pensava que estava em Pequim ou Amesterdão. Não pela presença
de chineses mas pela quantidade imensa de bicicletas. A juntar aos enormes e
esbeltos parques verdes, até parece que o culto saudável está instalado em
Londres. Mas não. Basta tentar ir em busca de comida saudável. Aposto que pedir
uma sopa em qualquer restaurante é motivo de troça.
Outra das surpresas foi a segurança com que passeava nas ruas, mesmo nos
arredores. A cidade transborda segurança, não se sente medo.
9 milhões de pessoas é sinonimo de confusão, sozinho parecia uma
formiga naquela multidão imensa de diversidade cultural, de asiáticos,
espanhóis ou italianos os mais perceptíveis. Mas por incrível que pareça, que incrível
civilização e organização.
Exemplo, enquanto se sobe umas escadas rolantes do metro é preciso
serpentear entre as pessoas para subir activamente. Em londres, a regra de
encostar à direita para passar deixar passar pessoas é levada à risca.
Os ingleses têm espírito de solidariedade e as políticas sociais protegem
os mais pobres. Têm orgulho no país e neles mesmos. Os museus são a grande
maioria grátis e suportados por donativos.
Depois é deixarem-se levar pelo London Eye, pelo Palácio de Buckingham, Big
Ben, St. James Park e Hyde Park, National Gallery, Nothing Hil, Tower Bridge,
London Bridge, Canden Town, Piccadilly Circus, Trafalgar Square, China Town e
muitas outras atracções.
Ainda há o Soho onde relaxar e chill out são palavras de ordem e podem
sempre acabar a noite numa discoteca grandiosa, tipo Fabric.
De resto, o que acontece em Londres fica em Londres.
E como o mau humor pega-se, sigam para Londres.

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